terça-feira, 1 de abril de 2008

A catedral

Photo in Olhares
Bate o relógio lá em cima,
Perco-me nas campas...
Velhas com gastas tampas
Cá em baixo está tudo calmo,

A minha alma perde-se no tempo,
Lamenta a sua existência
Procura em desespero a essência
A agonia do áspero lamento.

E na sua dor me tranquilizo
Por entre seres em pranto
Como é belo... que encanto
Na sua dor me vanglorio.

Afonso Sade

8 comentários:

...Ju... disse...

deixares a alma perdida no tempo ainda va q nao va... agr lamentares a existencia nao! ja viste a quantidade de coisas boas q perdias?! :)

*bjinho*

QuartoCrescente disse...

Quando a alma se perde da sua essencia não duvido que lamente a sua existência. As dores da alma são por vezes gritos de alerta e quando os ouvimos e atendemos é possivel renascer outravez...

@n@bel@ disse...

Olhando para ti nunca me passou pela cabeça tu escreveres estas coisas...tens um livrinho onde apontas isso tudo? Mas a tua escrita é mais para o sombrio tal como o teu género musical favorito :)percebesse.

L. Laranjo disse...

Fico sempre sem palavras ao ler as tuas!

Naturezas disse...

Belos e singulares momentos de umas singelas existências , as nossas. Beijos

Afonso Sade disse...

...ju...:Perdia ou não. ;)

QuartoCrescente: Eu sou mais do tipo "mata-me outra vez, ou aceita-me como sou!" ;) Não gosto de renascer...

@n@bel@: Tinha um caderninho... dps passei para um Compaq, agora é um Mac ;) As aparências por vezes são enganadoras... ainda bem! ;)

l.laranjo: Gracias! ;)

Naturezas: Exactamente! ;)

QuartoCrescente disse...

Morrendo renasces... acho que todos os dias morremos um pouco e renascemos... mas são maneiras de sentir a vida

Afonso Sade disse...

Concordo, mas esse renascimento diário é condicionado pelo pouco que sobrevive... e acabas por renascer dentro do que morreste... A vida é como uma serpentina em sentido descendente... o pior é que quanto mais tempo passa mais velocidade ganhamos.

;)