terça-feira, 20 de junho de 2006

O Voo de Ícaro...

Quanto mais alto nos encontramos, mais alto sonhamos subir! E quando atingirmos o Topo? Será que vamos querer igualar Deus? Ou vamos querer descer e voltar ao início? Essa decisão é individual, mas poucos são os que optariam pela última!

Todos nós sem nos darmos conta estamos a voar como Ícaro, com umas asas de cera junto se um Sol de Verão! Toda a nossa sede por conhecimento nos afunda nos medos, nas agonias de saber o que se passa e o que nos espera! Quanto mais descobrimos mais queremos descobrir e depois, quando fartos das descobertas, afundamo-las e contradizemo-las para as puder voltar a provar e voltar a refutar! Com isto fazemos atingir um grau de conhecimento cada vez mais cedo nas gerações que nos seguem! Com isto chegamos cada vez mais depressa à felicidade dos mais abandonados!

Já pensaram nas tribos que se encontram “perdidas” na Amazónia, nos indígenas australianos, ainda “puros” pelo facto de não terem sido tocados pelo vírus que é o homem moderno! Já verificaram a felicidade permanente que os acompanha e os parece tornar imunes às depressões, às tendências suicidas que todos nós temos (mais ou menos dissimuladas). Como conseguem eles estar contentes quando se sabe que o aquecimento global está a aumentar a cada dia que passa? Eles não sabem! Como conseguem eles estar contentes quando se sabe que a criminalidade está a aumentar a cada hora que passa? Eles não têm criminalidade! Como conseguem eles estar contentes quando se sabe que o petróleo está a aumentar a cada minuto que passa? Para que é que eles precisam do combustível?

Será que o factor sociedade nos está a arrastar para um fosso de angústia sem que nós nos demos conta disso? A razão de nos preocuparmos com tudo o que nos rodeia faz com que deixemos de nos preocupar connosco e com queremos bem!

É por isso que me tento desligar do Mundo, mas por vezes ele não me deixa! Não considero uma necessidade, mas antes um bem necessário para que possa manter uma certa sanidade! O facto de prestar atenção a tudo o que se passa, e demonstrar interesse por que corre, faz com que nos preocupemos muitas vezes desnecessariamente. Sendo assim refugio-me do Mundo em que vivo no Mundo onde estou bem!

2 comentários:

Jójó disse...

Amigo, a beleza está nas coisas simples, nos gestos simples, não necessariamente nas coisas caras. Para evitar o aquecimento global temos "apenas" que consumir menos petróleo. Nós! Cada um de nós!
Para mim a beleza está por exemplo na matemática ou numa nota de piano. Não posso esquecer como no meio de uma música electrónica repetitiva, Sakamoto tocava "apenas" 5 notas de cada vez. Simples, mas belo.

BadSeed disse...

Não precisas de te desligar do Mundo para esquecer o "mal" ou o "mundo moderno"! A evolução deveria simplificar e não preocupar! E os "gadgets" e "modernices" apenas serem um pormenor e não o essencial! Mas se chegamos mais facilmente à felicidade dos mais abandonados, onde está afinal o problema!?