quinta-feira, 10 de abril de 2008

S.M.S.

Photo in Olhares


Perco-me no labirinto do tempo,
Tão pequeno, tão confuso...
Embriagado com os segundos
No passar dos minutos...
Ao virar das horas
Sou apenas um moribundo
A jazer nesse mar profundo
A que chamam solidão.
É no amanhecer que me desconheço,
Olho o espelho,
Não transpareço
O que quer que deva vislumbrar...
A areia mistura-se com o suor,
O estômago vazio de palavras
Esgota-se no âmago que o faz zoar.
São estas tais palavras
Que não sou capaz de tolerar.
E assim sigo este caminho,
Sem rumo que destinar,
Sigo na esperança que um amigo
Me encontre para me elevar.
Porque choramos as elevações
Desses físicos que nos deixam?
Porque não festejar a sua sorte,
Que por ser grande os abreviou,
Tirou-lhes a dor da alma
E na morte os poupou?
Este sofrimento a que fomos expostos,
Deixa-nos em agonia,
Mas não há melhor petróleo que este que nos ilumina.
Já chega.

Daniel

2 comentários:

sinhã, a. disse...

É: há fases assim. Tranquilidade: o caminho. :-)

Afonso Sade disse...

são coisas... são só coisas.

;)