sábado, 23 de junho de 2007

Soube hoje que partiste.

Lembro-me como foi difícil,
Não te acordar,
Sair sem te perturbar...

A cobardia preenchia-me então,
Deixei-te só por pensar...
Pensava que tinha coração.

Considerava então como te abordar,
Sem saber o que dizer...
Será que ela me vai perdoar?

Eram tempos críticos, era o vazio...
Sem a orientação como eleição,
Faltava-me o azimute do teu coração.

Viajaste para fugir ao meu rosto,
Partiste sem rumo no passaporte,
Percorreste milhas para o lado oposto.

Foi no nascer do dia de tormento,
Que fugimos ambos calados
Sem dizer sequer “Lamento!”

Foi naquela manhã excessivamente chuvosa
Que perdemos a ligação,
Desde então na cabeça, apenas redenção...

Pesadelos profundos de te reencontrar
Percorrem-me todas as noites
Sonhos macabros aos quais não consigo escapar.

Discurso de mil e uma palavra a lamentar
A fatídica cobardia,
Nada mais a anunciar.

Ferida aberta sem escolha,
Para sempre esta chaga no meu coração...
Golpe acertado da razão!

Soube hoje então que fugiste,
Para não mais voltar
Sem sequer querer saíste...

Foste para a nova casa, um novo altar...
Fugiste com os Anjos,
Partiste para o sítio onde deverias estar!

Soube hoje que partiste para nunca mais voltar...


Daniel
Fotos in Olhares

6 comentários:

Pequenina disse...

:*

Phantom disse...

É sempre triste "perder" alguém de quem gostamos. Força aí :o)

joaninha disse...

é melhor nao argumentar... sorry! ;)

**

Ana disse...

[]*

JJSilva disse...

É bom ver que estás de volta à escrita. Gostei!!

Afonso Sade disse...

Esperemos que a volta seja para os dois!

Fico à espreita no teu blog!

;)