terça-feira, 26 de junho de 2007

Jerusalém, Gonçalo M. Tavares.

Acabei este fim-de-semana com o romance de Gonçalo M. Tavares, Jerusalém.
Pobre na escrita mas mesmo assim cativante na estória. Mas para perceberem bem como é este romance transcrevo para aqui as palavras escritas pelo JJSilva, que gentilmente me emprestou o livro:
Em sucessivos avanços e recuos no tempo o narrador vai encaixando peças soltas até formar um puzzle coerente. Toda a narrativa converge para um ponto no espaço e no tempo, um clímax final, tornado inevitável desde a primeira página. Formalmente bem construído, escrita sóbria e fluida, de léxico pobre, o romance percorre temas como a morte e a loucura. Despindo as coisas de sentido provoca um ligeiro vazio kafkiano.

Faltando só acrescentar que por vezes o conhecimento do narrador é passado às personagens, para mim o pior ponto do livro, pois sem razão aparente as personagens parecem saber factos mais “íntimos” sem que estes sejam adquiridos pela descrição!

Resumindo uma boa leitura para a praia, entretem!

3 comentários:

joaninha disse...

ai qnd eu me apanhar na praia...

*beijinho*

bgd pela sugestao!

Orange disse...

Estou a meio do livro, mas até agora pareceu-me uma boa escrita, que nos prende e nos lança na página seguinte.
Vou estar ainda mais atenta a esse pormenor sobre o conhecimento que as personagens têm das outras.
Já reparei, isso sim, em pequenos erros de sintaxe.
Ainda assim, o homem ganhou com este livro o mais importante prémio para inéditos (Millennium BCP) e julgo que não foi mal atribuído. :)

Afonso Sade disse...

Orange, tem atenção qdo os dois médicos entram em diálogo e o Dr. do Hospício confronta o marido da internada.

Gosto mto dos livros d’O Bairro de Gonçalo M. Tavares, mas este não me pareceu nada especial, mto menos para ganhar um prémio… Mas para ganhar um prémio não é preciso sermos bons, basta é ter adversários mais fracos (ainda).

Obrigado pelo comentário.

;)