quinta-feira, 22 de março de 2007

Alguma inspiração, outra expiração!

Leio e tudo apago...
Sou incapaz de escrever.
A tua proximidade...
A tua curiosidade...

Deixa-me, esquece-me...
Nem que seja por momentos.
Devolve-me a inspiração...
A tua adjacência perturba-me

A trajectória errática do nosso ser...
As tangentes do desfalecimento,
As hipérboles da nossa cólera...
Órbitas fantásticas do desalento

Abandona-me, omite-me
Nem que seja por ocasiões
Entrega-me o génio escondido
Enche-me de preocupações.

Afonso Sade



Talvez seja da luz,
Talvez da falta da cruz.
Talvez seja da chuva,
Talvez da falta do sumo da uva.
Talvez sejam as folhas,
Talvez da falta de escolhas.
Talvez seja o vento,
Talvez da falta de sofrimento.
Todavia não sei o que seja,
Esta inspiração que não almeja!

Afonso Sade



Perco-me na imensidão do pensamento...
Perco-me numa dor que não é sofrimento!
Vagueio na imensurabilidade do padecimento,
Deambulo incrédulo nas descobertas do meu ser!

Já sei que não sei sentir, sinto a falta de sentir,
Sentindo assim uma escassez de sentidos...
E sentindo que não sinto,
Sinto o que não deveria sentir...

Esta falta de sensações faz com que sinta...
O vazio em mim quando confrontado.
Sei como sou mas não o posso transparecer,
Não por falta de definições...talvez compreensões!

Os assombros dentro de mim não podem sair,
Não me permitiria tal erro... tamanha fatalidade!
Aprendi a viver com eles, e assim continuarei,
Ninguém recorda os meus amigos...

Mil e um nomes me foram dados...
Mil e uma personalidades atingidas.
Dentro deste corpo corrupto prendidas,
À espera do momento para poder sair!

Afonso Sade



Foge-me a inspiração
a cada nova respiração sentida!

Escapasse-me o génio
a cada beijo permutado!

Ausenta-se-me o espírito
a cada carícia partilhada!

Por isso te deixo...
Consomes-me a Alma!

Afonso Sade



Perguntaste-me o nome,
Disse-te que tenho muitos...
Ficaste sem me entender,
Nesta expressão de defuntos.

Chamaste-me desconhecido,
E sem sequer me conheceres
Deste o nome com mais sentido.
A esta criatura de muitos seres!

Com a tua beleza fico sequioso,
E no teu sorriso encolho,
É na tua inocência que inumo
E a tua presença que escolho!


Afonso Sade



É no descobrir o sentido da vida
Que entendo o sentido da morte.
É no descortinar do sentido da vitória
Que percebo o sentido da derrota.
E sem sentir... perco o sentido!

Afonso Sade



Sigo sem rumo o caminho,
Prossigo sem qualquer destino.
Caminho o rumo sem o que sigo,
O destino, qualquer... prossigo!

Dimi



É no enfrentar da morte que ganho sensações de estar vivo!
Morto por uma sociedade monótona cedo a estes caprichos!

Dimi

5 comentários:

joaninha disse...

tas muito poetico hj...

Canochinha disse...

Eh lá... Temos poeta :)
Parabéns.

Afonso Sade disse...

joaninha: Não é só hoje. Às vezes dá-me na telha para postar, outras apenas para guardar. Qdo estou mesmo mal dá-me para apagar! Depende da disposição! Isto foi escrito ao longo da semana passada! ;)

canochinha: Obrigado pelos parabéns mas isto não é poesia, são apenas ideias tolas transcritas para o PC como frases soltas (versos)... ;)

Anónimo disse...

É poesia, sim senhor! Tem sentimento, tem garra, tem melodia e toca quem lê.E quem o diz já leu e analisou muita poesia contigo. Força! Continua! Temos poeta.

Afonso Sade disse...

Sinto-me lisonjeado com um comentário destes vindo da sua parte!
Não sabia que conhecia o meu cantinho...
Ainda bem que gosta, eu por vezes não sei se vale a pena estar a escreve-los aqui... não sinto mta confiança no que escrevo, mas acho que é normal.

Até uma próxima! ;)