domingo, 7 de janeiro de 2007

Ontem...

Perguntaste-me se te amava...
Disse-te que não!
Perguntaste-me se estava disposto a voar contigo...
Disse-te que não!
Embriagado pelo teu calor não foi capaz de resistir,
Perguntaste-me se estava disposto a partir contigo...
Disse-te que sim!

Disse sim, mas estava a mentir...
Fazes de mim algo que eu não sou,
Não quero ser...
Preenches-me com a futilidade da tua vida,
Inundas-me com o teu mundo em ruínas!
Deixas-me ébrio com o perfume do teu corpo...
E eu perco-me em ti...

Perco o controlo quando estou contigo!
Sou incapaz de te desiludir...
Por isso minto!
Sou incapaz de sentir...
...Algo que seja por ti!
Transformas-me, dás-me forma
E com isso tornas-me disforme!

Não sei o que te diga...
Porém sei o que te faço...
Faço-te sofrer a cada acordar!
Não sei o que te faça...
Porém digo-te a cada pôr do Sol...
Digo-te o que desejas ouvir!
Já não sei como agir...

De dia fazes-me sofrer...
Não sei como te dizer...
À noite fazes-me renascer...
Para aquilo que eu não quero ser...
És linda... talvez seja isso...
Estou incapacitado para te fugir
E tu não me deixas...

Estou a viver uma mentira!

Afonso de Sade

4 comentários:

Anónimo disse...

Gostei!!
Continua!
Abraço

Afonso Sade disse...

Gostaste?
Este foi posto aqui um pco à rebelia...
Vou ver se se arranja mais alguma coisa!

;)

V. disse...

sempre soube que nunca tinha chegado bem a ti... à tua essência! e tive (tenho) pena de nunca ter conhecido estas manifestações do teu ser.

Afonso Sade disse...

Nunca chegaste nem nunca ninguém chegou! E espero que ninguém chegue. Mas foste das que estiveram mais próximas...

Isto é apenas uma pontinha de um enorme Iceberg!

;)